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TRANSPORTE ESCOLAR
 
Perueiro burla regra e mãe acusa sorteio indevido de alunos


 

Veículo credenciado ao programa Vai e Volta atende criança que paga pelo transporte escolar, enquanto Emei faria sorteio para escolher os beneficiados pelo projeto.


Segundo a própria Prefeitura de São Paulo, a lotação credenciada ao programa de transporte escolar gratuito (Vai e Volta) tem função exclusiva de transportar as 25 mil crianças beneficiadas hoje pelo projeto.
Por outro lado, a escolha dos contemplados deveria ser feita com base em critérios de renda e dificuldade de locomoção entre casa e escola, por exemplo -e não por sorteio.
O Agora flagrou ontem duas irregularidades envolvendo o Vai e Volta, programa apresentado em propagandas da gestão Marta Suplicy.
Tio Valter, único transportador escolar cadastrado para o transporte escolar na Emei Brigadeiro Eduardo Gomes, na Casa Verde (zona norte da capital), foi flagrado ontem transportando o aluno N., 6 anos, dentro da Sprinter credenciada pelo Vai e Volta sob o número 14.636. Estaria tudo certo se o menino fosse um dos beneficiados do programa -mas ele não é. Seus pais pagam, por mês, R$ 70 para que ele seja transportado. "Isso acontece há meses", disse a mãe, R.R.A., 42 anos. No recibo emitido pelo pagamento do transporte, consta que a lotação de Tio Valter seria da empresa familiar Transantiago Transportes Escolares Ltda.
R. inscreveu N. para o Vai e Volta, mas não conseguiu vaga -apesar de seu marido ganhar pouco e não ter carro. "Disseram na Emei que a escolha foi por sorteio", afirmou a mãe.
Já o aluno F.S., 5 anos, que estuda na mesma escola e mora na mesma rua de N., foi contemplado pelo Vai e Volta por seis meses -mas, no final de julho, perdeu o direito ao transporte escolar gratuito. "Disseram que ele não se encaixa no perfil porque o meu marido tem carro, mas ele trabalha com o veículo", afirmou a dona-de-casa Sheila Silva dos Santos, 30 anos, mãe de F. "No começo do ano, falaram que era sorteio. Quando ele voltou de férias, disseram que usariam os critérios", contou Sheila, que mora a dois quilômetros da Emei e leva e busca o filho a pé. "Dá revolta", garantiu. (Daniela Vianna)


 


 

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