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Ano XI - Edição Nº 119 - outubro de 2003


Editorial
Conferência das cidades

Pela primeira vez o setor do Transporte Escolar, estará presente na Conferência Nacional das Cidades, de 30 de Outubro a 03 de Dezembro, na plenária sobre Reforma Urbana, tentando manter a prioridade conseguida no encaminhamento e aprovada pela plenária da Conferência Estadual, qual inclui o Transporte Escolar com tratamento em separado e especifico na Política Nacional do Transporte, a ser implementado pelo Ministério das Cidades.

Segundo o BIRD (Banco Mundial), o Brasil é o Campeão das desigualdades sociais, onde 1% das pessoas, detêm uma renda equivalente a da parcela formada por 50% (cinqüenta porcento) das pessoas mais pobres, ou seja, 86.5 milhões, (oitenta e seis milhões e quinhentas mil) pessoas. Nosso IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) ostenta uma situação vergonhosa, somos o primeiro em desigualdade social na América Latina, e no mundo estamos a frente apenas de países inexpressivos, (Zuazilândia, República Centro Africana, Botswana, Namíbia). Ainda aponta o Banco Mundial que a “eqüidade” com chances iguais para todos, independente de cor, raça ou nível social, tem como premissa a educação, e o transporte escolar é uma das prioridades com visibilidade de cidadania. Assim como, deve-se agregar fatores primordiais nas escolas públicas, tais como; redes elétricas, água potável, rede de esgoto, bibliotecas, brinquedotecas, laboratórios de informática, internet, vídeos, atualização educacional do corpo docente, com certificação profissional e valorização na remuneração. O Brasil investe hoje 4.3 % do seu PIB,(Produto Interno Bruto) pôr ano, na Educação e 10.5% do PIB, é o custo da violência anualmente, fora mais 1.9% do PIB, de gastos com problemas na saúde, relacionados com a violência.

Temos a clareza que na Educação esta percentagem deva ser 12 % do PIB anual. Na LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias da União), aprovada pelo Congresso Nacional para 2006, contempla a Educação com 8% do PIB, o que já significa um avanço, mas longe de ser o ideal, especialmente como já se sabe, que o Governo Federal dificilmente aplica os recursos da forma como é aprovada no Congresso Nacional. Fica a duvida se este percentual mesmo não sendo o ideal, será efetivamente aplicado na Educação pelo Governo do Sr. Luís Inácio LULA da Silva. É importante destacar que as entidades do Transporte Escolar, Federação, Sindicatos, Cooperativas, sob o comando da Líder Maior da categoria, Lurdinha Rodrigues, apóia totalmente a nova lei do FUNDEB em tramitação na Câmara Federal e em especial, a inclusão das crianças de 0 a 03 anos, o que vai significar, maiores responsabilidades das entidades e dos profissionais que operam o sistema. A elevada carga tributária apontada pelo BIRD, como um fator de estagnação e atraso social, é uma luta travada há anos pela categoria, muito protestos públicos, encaminhamentos de ofícios e propostas de leis fazem parte do currículo das entidades tais como; isenção do IPI, ICMS, IPVA, etc., o que significaria a renovação e ampliação da frota, hoje em torno de 200.000 veículos para algo próximo a 500.000 novos veículos modernos, com todos os quesitos de segurança diferenciada para os alunos, com atenção especial as adaptações para os portadores de deficiências. Tome-se como exemplo a Coréia do Sul, país que massificou a educação pública com qualidade, o resultado aponta um desenvolvimento sem precedentes e um futuro de fazer inveja a população e elite política mundial. Outra prioridade aprovada pela plenária estadual, que segue a política pública de valorização das comunidades da pré-candidata a Deputada Estadual do Estado de São Paulo, pelo PSB, Lurdinha Rodrigues, que será objeto de discussão na Conferência Nacional em Brasília, foi a criação dos Conselhos das Cidades, em três níveis (municipal, estadual e nacional) e o mais importante, todos os conselhos deverão ter dotação orçamentária própria, as prefeituras, governos estaduais e governo federal, deverão destinar uma percentagem da arrecadação, repassar os valores para as entidades, que ainda, também deixarão de ser órgãos consultivos e sim deliberativos, formulando políticas públicas próprias e aplicando diretamente os recursos, nos projetos e nas prioridades aprovadas no âmbito da maioria de seus membros.

Edno Oliveira de Araújo

   
 
 


     
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